Fiéis lotam Igrejas em Espigão na Missa de quarta-feira de Cinzas




Para os religiosos, celebração marcou o início ao tempo da Quaresma.
Fiéis receberam sobre a cabeça as “cinzas”, como sinal de penitência.

100_2580 (Copy)As Igrejas na cidade de Espigão do Oeste ficaram hiper-lotadas de fiéis na participação da Missa da Quarta-Feira de Cinzas, presidida na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida pelo pároco, Frei Paul. A celebração deu início ao Tempo da Quaresma.

Na missa, os fiéis receberam sobre a cabeça as “cinzas”, como sinal de penitência e compromisso com a conversão, se comprometendo a viver mais intensamente com as práticas próprias do tempo da Quaresma: o jejum, a oração e a esmola. A Quaresma representa os quarenta dias até a Páscoa, que neste ano será celebrada no dia 16 de abril.

100_2578 (Copy)A Celebração da Imposição das Cinzas tem um grande significado para os cristãos, pois marca o inicio da Quaresma, tempo de preparação, oração e penitência para a Páscoa do Senhor. De acordo com o Missal Romano, durante a missa, mais precisamente após a homilia, o celebrante abençoa as cinzas, que provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior, aspergindo água benta sobre elas.

Na homilia, frei Paul lembrou aos fiéis de que a Quaresma lembra os 40 dias que Jesus esteve no deserto em oração, sem se alimentar e resistindo às tentações. “A atitude de conversão deve ser vivida através da oração, da penitência e da caridade. Por isso, a cor litúrgica roxa utilizada na Quaresma é sinal e recordação da penitência que não pode faltar no processo de conversão. O esforço de superação do pecado, sustentado pela graça de Deus, comporta sempre renúncias e sacrifícios. Na liturgia dominical, uma verdadeira catequese quaresmal, proposta pela Igreja, nos conduz à renovação da vida batismal, na Páscoa”, afirmou frei Paul lembrando que todas as pessoa podiam receber as cinzas, porém para isso, a igreja aconselha jejum e abstinência neste dia, assim como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos.

O Pároco Frei Paul também lembrou durante a homilia o início da Campanha da Fraternidade 2017, que reflete novamente sobre o meio ambiente e sugere uma visão global das 100_2584 (Copy)expressões da vida e dos dons da criação. O tema da campanha neste ano é “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, com o lema “Cultivar e guardar a criação”. No Brasil, todos os anos a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a Campanha como caminho de conversão quaresmal.
Para o religioso, a ideia é que a Igreja Católica possa estar desenvolvendo ações conscientes e responsáveis de cuidado do meio ambiente e das pessoas. Desde o ano passado, a Coordenação Diocesana da Campanha da Fraternidade está realizando encontros de formação sobre o tema com as comunidades católicas, além de estar mantendo contato com diferentes instâncias da Sociedade Civil para mobilizar essas instâncias em torno da temática “Meio Ambiente – nossa casa comum”.

100_2588 (Copy)

100_2587 (Copy)