Rondônia desponta com o melhor café conilon do Brasil




DSC_0608-copyO objetivo é identificar, promover e premiar os produtores de café que tenham qualidade

A crise que atingiu a indústria de café torrado, moído e solúvel no Espírito Santo, em 2016 abriu as porteiras das lavouras aos produtores rondonienses. Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) revelam que a queda na safra atual do produto naquele Estado deve ficar em 5,8 milhões de sacas de 60 quilos, volume 30,7% abaixo do colhido no ano de 2015, 7,7 milhões de sacas e 45,9%, inferior ao ano de 2014, 9,9 milhões de sacas.

Turbinado por novas tecnologias e considerando remota a possibilidade de uma recuperação das lavouras capixabas, o mercado de café conilon no País está de olho na colheita do produto em Rondônia que começa oficialmente em 10 de abril de 2017, cuja estimativa de safra pelos técnicos da Empresa de Assistência e Extensão Rural (Emater) é superior a 2,1 milhões de sacas de 60 quilos de um produto de ótima qualidade.
Algumas lavouras precoces já estão sendo colhidas, embora a fase de maturação e colheitas dos grãos vá até julho, os tardios até agosto. Toda a safra cafeeira de Rondônia em 2017, já está comercializada segundo declara o presidente da Câmara Setorial do Café no Estado, Ezequias Braz Neto.

A colheita está chegando O governo do Estado vem incentivando 

Na segunda-feira (20), às 15h o governador Confúcio Moura (PMDB), na presença outras autoridades, lançará no 9º andar no auditório do Palácio Rio Madeira, o “2º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café”. O objetivo é identificar, promover e premiar os produtores de café que tenham qualidade, conforme explica o organizador do evento o engenheiro agrônomo Janderson Dalazém.

No ponto de vista de Márcio Milani, vice-presidente da Emater, que tem 150 extensionistas em campo orientando os cafeicultores, diversos fatores estão contribuindo para essa boa colheita em Rondônia: clima bom, chuvas no tempo certo, tecnologia, adubação, irrigação e calcário. O governo do Estado vem incentivando, inclusive liberando recursos através da Secretaria de Agricultura (Seagri) para a produção e aquisição de 3 milhões de mudas de café clonal. Continua na Página 3.

Por José Luiz AlvesDIÁRIO DA AMAZÔNIA